AUTORIZADO PELA JUSTIÇA, MENINO DE 8 ANOS AJUDA NAS BUSCAS E APONTA LOCAL ONDE ESTEVE COM PRIMOS DESAPARECIDOS NO MA
AUTORIZADO PELA JUSTIÇA, MENINO DE 8 ANOS AJUDA NAS BUSCAS E APONTA LOCAL ONDE ESTEVE COM PRIMOS DESAPARECIDOS NO MA
O menino de 8 anos recebeu alta médica e, com autorização judicial, indicou os últimos caminhos que percorreu com os primos Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, que estão desaparecidos. Buscas entraram no 18º dia.
Por Isisnaldo Lopes - 21/01 ás 19h30
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Marinha amplia buscas em rio perto de onde irmãos desapareceram há 18 dias no Maranhão

O menino de 8 anos, primo de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e de Allan Michael, de 4, que estão desaparecidos há 18 dias em Bacabal (MA), participou na terça-feira (20) das buscas pelas crianças com autorização da Justiça do Maranhão.

Acompanhado por policiais e por uma equipe da rede de proteção à infância, o menino indicou os últimos caminhos que percorreu com os primos até o momento em que foi encontrado. Ele reafirmou as informações já prestadas a peritos da Polícia Civil e à equipe de psicólogos que o acompanha.

A criança também esteve em uma cabana conhecida pelos policiais como “casa caída”, localizada a cerca de 500 metros do rio Mearim. Segundo o menino, esse foi o último local onde esteve com os primos antes de sair em busca de ajuda. Cães farejadores confirmaram a presença das crianças no local.

Uma rede de proteção foi criada para manter o menino afastado de qualquer tipo de assédio ou exposição. Ele seguirá recebendo acompanhamento psicológico contínuo.

“Esse dano emocional vai existir. Por isso, esse cuidado e esse acompanhamento precisam ser mantidos para evitar danos emocionais maiores e impedir que ele seja revitimizado”, afirmou a psicóloga Ana Letícia.

O menino recebeu alta hospitalar na terça-feira (20), após permanecer internado por 14 dias. Ele foi encontrado no dia 7 de janeiro por carroceiros que passavam por uma estrada vicinal em um povoado de Bacabal, depois de ter ficado desaparecido por três dias.

Buscas seguem na região do rio

As buscas por Ágatha e Allan continuam, apesar da ausência de pistas concretas sobre o paradeiro das crianças. Equipes de diferentes forças estaduais e federais seguem atuando na operação.

Nesta quarta-feira (21), a Marinha do Brasil e o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão ampliaram a área de varredura no rio Mearim. O objetivo é descartar a possibilidade de que as crianças tenham caído na água.

O acampamento montado no quilombo São Sebastião dos Pretos, onde as crianças moravam, foi desativado após a varredura minuciosa de toda a área de mata e dos lagos no entorno, sem que nada fosse encontrado.

Com a saída dos voluntários que auxiliaram nas duas primeiras semanas de buscas, a comunidade começa a retomar a rotina. José Emídio Reis, avô das crianças, expressou o desejo da família.

“O que eu mais quero é abraçar, como sempre fazia todos os dias pela manhã e à noite, antes de dormir. O que eu espero é dar um abraço neles e beijar muito, muito, e não saber quando isso vai acabar”, disse o avô.

Sonar auxilia nas operações

As buscas estão concentradas no trecho onde cães farejadores identificaram vestígios da presença das crianças. Militares da Marinha utilizam o equipamento subaquático side scan sonar para varrer cerca de um quilômetro do rio Mearim.

➡️ O side scan sonar é um equipamento utilizado para mapear áreas submersas por meio de ondas sonoras, produzindo imagens do fundo do rio ou do mar, mesmo em locais com pouca visibilidade.

O equipamento veio do Centro de Hidrografia e Navegação do Norte, em Belém (PA), e chegou a Bacabal no sábado (17). Desde o domingo (18), ele tem auxiliado nas buscas, com o apoio de 11 militares da Marinha.

Polícia investiga o caso

Uma comissão formada por oito delegados e investigadores da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) atua no inquérito que apura o caso.

Na segunda-feira (19), agentes da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) visitaram uma vila de pescadores no povoado São Raimundo, próximo ao local onde o menino de 8 anos foi encontrado.

➡️ Os moradores foram ouvidos como testemunhas. Segundo a Polícia Civil, até o momento não há indícios de envolvimento deles no desaparecimento. A intenção é reunir o maior número possível de informações que possam contribuir para a localização de Ágatha e Allan.

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