Mais de 30% dos jovens maranhenses, entre 18 e 24 anos, estão desempregados, de acordo com dados divulgados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a PNAD Contínua, do IBGE.
Em comparação ao número geral de trabalhadores que estão fora do mercado de trabalho no estado, que é de pouco mais de 14%, os jovens representam quase 115%.
E o problema pode estar ligado a qualidade da educação oferecida aos jovens no Maranhão. De acordo com o site Ranking de Competitividade, em 2017 o estado ocupou a vigésima primeira posição entre todas as unidades federativas no item Educação.
Além disso, os planos pedagógicos adotados nas escolas não privilegiam a preparação dos estudantes para o mercado de trabalho por meio de cursos técnicos voltados para a realidade de cada estado, município, como explica o Gerente Executivo de Estudos e Prospectiva da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, Márcio Guerra.
“Há de se considerar que essa educação que é colocada hoje, que felizmente passa agora por uma possibilidade de reforma, ela ainda é muito pouco conectada com a realidade, ou seja, com as situações e problemas reais do mercado de trabalho. Então isso dificulta muito.”
Enquanto os jovens buscam entrar no mercado de trabalho, as empresas e indústrias esperam mudanças no modelo educacional do país em favor da melhor qualificação profissional dos estudantes.
A Coordenadora de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação do SENAI, do Maranhão, Scheherazade Bastos, lembra que o jovem, o estudante, tem mais chances de entrar no mercado de trabalho quando ele é preparado em cursos profissionais.
“Essas pessoas, elas têm uma entrada no mercado de trabalho bastante significativa. As empresas tratam essa mão de obra, pessoas com essa qualificação, porque ela é bem específica, ela tem uma praticidade bem maior do que um curso, por exemplo, de universidade superior.”
Entre dois estudantes com a mesma escolaridade, aquele que se formou em educação profissional pode ganhar até 18 por cento a mais, em comparação com os estudantes que não fizeram cursos técnicos. Os dados são de pesquisa realizada pela Pontifícia Universidade Católica, do Rio de Janeiro, em 2017.
Com a colaboração de Cristiano Carlos, reportagem, Paulo Henrique Gomes da Agência do Rádio
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